Resiliência e resignação: entenda as diferenças

Resiliência e resignação: entenda as diferenças

Assuntos relacionados à saúde mental têm atraído o interesse de milhares de pessoas que precisam de alguma ajuda com o lado emocional. Como o mundo está acelerado e a nossa cabeça tem uma limitação para acompanhar essa velocidade, nós temos algumas dificuldades relacionadas a estresse, ansiedade, depressão e afins.

Naturalmente, nós buscamos soluções em consultórios médicos, em centros religiosos e em conversas com pessoas de confiança. Com isso, algumas palavras se tornam mais comuns de serem usadas no nosso dia a dia. Resiliência e resignação, por exemplo, são dois desses termos que as pessoas costumam ouvir e falar quando a pauta se refere às questões do nosso psicológico.

No entanto, surgem confusões sobre o entendimento do que realmente são a resiliência e a resignação. Nós, da THÉLOS ASSOCIAÇÃO CULTURAL CRÍSTICA, vamos te ajudar com alguns esclarecimentos acerca do assunto.

O que é resiliência e como podemos percebê-la em nossas vidas

A palavra resiliência pode ser definida como a capacidade de retornar a um estado estabelecido como normal. Como é uma definição abrangente, a resiliência está presente em muitas áreas de atuação, como a psicologia, a física, a filosofia, entre várias outras. Contudo, é no ramo da psicologia que a resiliência tem realmente ganhado um destaque notório sobre o comportamento do ser humano.

Para a psicologia, resiliência está relacionada ao processo de voltar ao estado natural de saúde física e mental, ao um suporte padrão de equilíbrio entre estas faculdades. Isso só ocorre quando a pessoa resiliente enfrenta alguma situação difícil na vida, luta de maneira firme e vence essa dificuldade.

Ou seja, a resiliência se dá a partir de dois pontos principais:

1 – A crise, onde um problema se apresenta e causa uma desestabilização;

2 – A superação, quando uma solução para a adversidade é encontrada.

Portanto, quem consegue entender uma situação crítica e se move para encontrar uma saída, uma solução, pode ser considerada uma pessoa resiliente. Porém, é interessante destacar que isso não é uma chancela de que a pessoa é extremamente elevada a ponto de não ser afetada por problemas que vierem depois. A pessoa resiliente não deixa de enfrentar desafios da vida, apenas tem a aptidão de resolver os contratempos com inteligência e ainda aumenta o seu aprendizado com a situação.

Para citar outro exemplo do uso da resiliência, é válido comentar sobre a área corporativa, onde o trabalho é o foco principal. Nela, a resiliência pode ser entendida como uma característica de pessoas que possuem ampla maleabilidade nos postos de trabalho. Logo, os colaboradores que conseguem se adaptar, se reinventar facilmente em situações complicadas e encontrar maneiras criativas para acabar com os obstáculos recebem uma atenção especial dos seus superiores.

Então, podemos afirmar a partir desses exemplos práticos que a resiliência é a habilidade de passar por episódios ruins e ainda se manter de pé, sem se abalar por nada, independentemente da situação. Com isso, a resiliência se associa à flexibilidade para confrontar os mais diversos antagonistas da vida.

O que é resignação e como ela influencia nosso dia a dia

A resignação nada mais é do que a capacidade de aceitar uma situação e estar de acordo com a submissão às vontades de uma pessoa ou de como a vida se apresenta. Quando se fala em resignação na área jurídica, por exemplo, falamos de demissão voluntária de um cargo. Na área da psicologia, a resignação é a atitude de uma pessoa que se conforma com praticamente tudo.

Em outras palavras, quando uma pessoa possui resignação, quer dizer que ela tem a condição de concordar com cenários estabelecidos em sua frente sem fazer questionamento algum, mesmo que isso seja feito a partir da imposição de alguém e que a própria pessoa não concorde. Conformar-se com a vida em sua completude, não correr atrás de mudanças e demonstrar um desinteresse por questões consideradas importantes são traços de alguém que é resignado.

Para citar um exemplo prático, também vamos usar o mundo empresarial. Quando um chefe passa algumas ordens que podem não ser as melhores para a empresa e um colaborador aceita sem dizer uma palavra sequer, é possível afirmar que ele tem resignação a partir desta conivência. Por isso mesmo, a resignação está atrelada à inércia no sentido mais literal da palavra.

Principais diferenças entre a resiliência e a resignação com base na fé, na disciplina do Evangelho Crístico Integral

Propomos usar as lentes da religião para entendermos melhor as diferenças entre a resiliência e a resignação. Para essa área, a resignação e a resiliência são diferentes entre si, ainda que estabeleça certas relações entre os seus dois conceitos. Enquanto a resiliência diz respeito a alterar uma conjuntura que esteja ruim para a pessoa e ela aprender com isso, a resignação se refere ao conformismo de contextos que podem ser bons ou ruins, o que tende a levar a uma aceitação exagerada.

É possível perceber que muitas religiões do mundo nos dizem que a junção harmoniosa entre a resiliência e a resignação trazem benefícios para nossas 4 faculdades, Físico-Mental-Emocional-Essencial, o que proporciona um grande crescimento espiritual, ou em outras palavras, uma potencialização qualitativa crística em nossa individualidade, sem dúvida. Dessa forma, se o indivíduo utilizar a religião como um norte para guiar os seus níveis de resiliência e de resignação, ele terá a plena capacidade de passar por tribulações sem que a sua visão no PROPÓSITO-PLANO e consequente fidelidade por aquilo que compreende e realiza, desapareçam de vez da vida da pessoa.

A Bíblia possui inúmeros exemplos em que o ser humano passou por situações muito complicadas e as superou com muita garra e determinação com base em sua capacidade de encontrar soluções para os problemas e de aceitar situações onde ele não consegue de fato realizar alguma mudança. A resiliência e a resignação trazem um equilíbrio quantitativo e qualitativo, material e imaterial, emocional e espiritual, para o ser de um modo que a razão e a emoção fiquem equalizadas de fato. Por consequência, uma pessoa não pode viver de maneira resiliente sem estar também resignada.

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