Intuição e tomada de decisões

Intuição e tomada de decisões

A intuição pode ser considerada o resultado do processamento de informações no cérebro que resulta na previsão com base na experiência anterior. Muitas pessoas acreditam que a intuição é um pressentimento, mas, ao compreenderem que é baseada em experiências anteriores, percebem o quanto pode ser eficaz na tomada de decisões.

O pressentimento é mais que apenas um sentimento, é também o resultado de muito processamento no cérebro, que é uma “máquina preditiva” em constante tomada de decisões com base em experiências do passado, experiências atuais e informações sensoriais recebidas. Tudo isso acontece subconscientemente. Ninguém percebe, mas quando tem um pressentimento sobre algo, o cérebro faz uma conexão com uma experiência passada. 

Quanto pensamento intuitivo entra em nossa tomada de decisão no dia a dia? Pode ser eficaz quando combinado com uma tomada de decisão analítica, mais deliberada e consciente. Não é possível decidir algo importante com base apenas em um pressentimento. Mas com que frequência um pressentimento desempenha um papel no namoro ou na entrevista?

Confiar em sentimentos viscerais nem sempre leva a boas decisões. Sentimentos viscerais às vezes podem implicar incerteza. Uma coisa a ter em conta é que, com a intuição, vem o viés cognitivo. 

O viés cognitivo é descrito como “um erro de raciocínio, avaliação, lembrança ou outro processo cognitivo, muitas vezes ocorrendo como resultado do apego às preferências e crenças de alguém, independentemente de informações contrárias”. Alguns exemplos de viés cognitivo incluem:

  • Viés de ancoragem – quando se confia demais em uma única informação em vez de pesquisar mais.
  • Efeito Bandwagon – quando se adapta uma crença porque um grande número de pessoas mantém a mesma crença. Isso também é chamado pensamento de grupo.
  • Viés de agrupamento – a tendência de ver padrões em eventos aleatórios.
  • Viés conservador – as pessoas preferem evidências antigas em vez de novas informações.
  • Recência – o oposto do viés conservador, é quando as pessoas preferem informações mais recentes em vez de dados mais antigos.
  • Saliência – a tendência de se concentrar nas características mais facilmente reconhecíveis de uma pessoa ou ideia.
  • Estereotipagem – esperar que uma pessoa tenha qualidades sem ter nenhuma informação real sobre ela.

Portanto, embora seja ineficaz confiar apenas no pensamento intuitivo, isso pode desempenhar um papel na tomada de decisões. A intuição é baseada em experiências anteriores que, se usadas corretamente com o pensamento analítico, podem ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões. 

A intuição segundo Huberto Rohden

Nunca é demais reforçar que Huberto Rohden, além de professor e filósofo, era também um cientista.

Ele acredita que “valores” não se podem “fabricar”, é possível apenas, “receber”, por meio da “intuição”. Nisto, reside a religiosidade do ser humano. Para Einstein e Rohden, “ser” religioso, não era professar alguma religião, mas sim, canalizar, através da intuição, “valores” transcendentais.

E vivê-los no seu dia a dia!

O professor Rohden acreditava que o grosso da humanidade se materializa, e uma pequena elite se espiritualiza. E o que valoriza o homem, é o grau de consciência de sua própria natureza. A intuição, dizia ele, é como uma “semente”, e existe em todo ser humano normal. 

E, assim como a semente para germinar, precisa do calor do Sol e da umidade da Terra, o ser humano também, para fazer “germinar” sua intuição, deve dar as condições necessárias, e, portanto, necessariamente, transcender aos sentidos, e com isto, alcançar a consciência cósmica!

Como compreender a INTUIÇÃO através da lente de PROPÓSITO-PLANO de J.B.CASTRO

J.B.CASTRO compreende o ser humano constituído de 4 Faculdades integrais e indissociáveis, denominada por ele de Faculdades Físico-Mental-Emocional-Essencial que serão influenciadas durante toda a vida existencial do indivíduo por 4 Fatores Formativos, que são:

  • Hereditariedade
  • Geo-Social
  • Influências Cósmicas
  • Vontade

As 4 Faculdades, interagindo com os 4 Fatores Formativos propiciará ao homem o seu desenvolvimento em todos os aspectos, sejam eles emocionais, mentais, físicos e diferentemente dos animais que possuem o instinto de sobrevivência, o homem consegue “intuir” o TODO em tudo o que ele conhece e desconhece. 

A intuição é para J.B.CASTRO a capacidade que o indivíduo do Gênero Humano possui de perceber que há uma Ordem e um Pensador (o TODO) que é Transcendente a ele, mas é imanente em tudo o que ele (indivíduo humano) percebe e compreende por meio de seus sentidos.

Em seu texto – “A DIVINDADE SUPREMA – Propósito e Plano de DEUS para o Universo e o Homem”, ele diz:- “Nenhuma análise intelectual dará plena certeza de Deus, mas somente a Intuição Racional-Espiritual através da experiência. A lógica experiencial conduz à Verdade.”

Para J.B.CASTRO, a intuição é um aspecto racional do Gênero Humano, o que é diferente do aspecto Cognitivo, e ela produzirá no Gênero Humano a sabedoria, que é algo diferente do resultado que todo animal obtém através do instinto, da reação instintiva da sobrevivência. A intuição, promove a consciência, que é a ciência sobre DEUS, gerando sabedoria (do latim sapere que pode ser traduzido por saborear, ter gosto), o que é diferente de um acúmulo de “registros cognitivos resultantes de experiências sensoriais”.

Para ajudar a compreender, vamos criar o termo “Intuição-Consciência-Sabedoria”, que é o nome que daremos para aquilo que ocorre com todo indivíduo em suas interações ao existir. É esta Intuição-Consciência-Sabedoria que podemos observar quando lemos no livro Bíblico de Gênesis, capítulo 4, verso 4, o registro de que Caim e Abel intuíram a necessidade de realizar um “sacrifício a DEUS”, porém a intuição de Abel o fez oferecer algo que foi aceito e consumido por DEUS, o de Caim, o efeito foi ao contrário, o que claramente podemos compreender que o que foi oferecido foi rejeitado. 

É o incognoscível, ou seja, aquilo que não se pode relatar por completo, mas que somente é compreendido através da experiência individual com o TODO.

Há um padrão então para a relação entre o indivíduo do Gênero Humano e DEUS, e somente através da Intuição-Consciência-Sabedoria se pode ser assertivo ao que se é necessário fazer na relação indivíduo humano e DEUS, e quanto mais experiências assertivas ou não, se tem, mais se é “QUALIFICADO” com um valor que o fará conectar-se a DEUS, ou um valor que fará com que sua sensibilidade para esta conexão sofra uma espécie de “interferência e ruído” que não lhe permitirá ampliar sua Intuição-Consciência-Sabedoria, mas isto é assunto para outro momento.

E então, qual a sua opinião sobre intuição? Deixe suas dicas e sugestões nos comentários abaixo! E para acompanhar as novidades sobre este e outros assuntos relacionados, siga as nossas redes sociais: Facebook, YouTube e Instagram.

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