A natureza compassiva de Deus

A natureza compassiva de Deus

Quando pensamos em Deus, uma infinidade de atributos e características podem vir à mente – poderoso, eterno, onisciente, soberano, glorioso e muitos para nomear. Pensamos Nele muitas vezes com as maiores distinções, argumentando com a ideia de que Ele não é como nós e com razão.

E os aspectos da natureza de Deus que nos levam a vê-lo como um Deus que se aproxima? Um Deus acessível? É provável, para muitos de nós, que examinemos esse aspecto muito importante da natureza de Deus. Para muitos de nós, vemos facilmente Sua majestade e glória, mas perdemos o conforto e o refúgio encontrados em meio à Sua natureza extraordinária.

Ele é um Deus que olha para o Seu povo, cuida do Seu povo e se move em amor para com o Seu povo. Um atributo que engloba essa compreensão de Deus é um que devemos lembrar prontamente: ele é compassivo. 

Acompanhe a leitura a seguir e saiba mais sobre o tema!

Como podemos entender a compaixão de Deus?

Ao olharmos para as Escrituras para descobrir a compaixão de Deus, você pode percorrer o Antigo Testamento, vendo Deus provocado à ira, fazendo julgamentos, exibindo Sua ira e se perguntando: “Onde está Sua compaixão?” Mas está lá e lá na íntegra. Isaías 55 brilha intensamente com a compaixão de Deus: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; chame-o enquanto estiver perto.”

Deixe o ímpio abandonar seu caminho e o pecador seus pensamentos; volte-se para o Senhor, para ter compaixão dele, e para o nosso Deus, porque ele perdoará livremente”. (Isaías 55:6-7). Há um padrão contínuo de Deus, movido pela compaixão, para se aproximar de nós. Entremeado nas páginas de Oséias está um Deus de coração partido pela rebelião de Seu povo, Israel. Por fim, ele lista as maneiras pelas quais eles se desviaram dEle para se entregar a tudo o que não é duradouro.

Ele está irado, sim, mas sua ira termina. Movido pela compaixão, Ele conclui este livro com uma proclamação de Seu grande amor por Seu povo, conforme declarado em Oséias 14:3: “Pois os órfãos recebem compaixão de vocês”. Sua compaixão é evidente repetidas vezes no perdão oferecido ao Seu povo em meio à sua rebelião. 

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A compaixão de Deus é limitada?

A verdade é que Deus é compassivo por natureza, e Sua compaixão não é limitada. É interminável e infalível. Ele a oferece como um rio que nunca seca. Lamentações 3:22-23 (NVI) nos lembra que “por causa do grande amor do Senhor, não somos consumidos, pois suas misericórdias nunca falham”. Sua compaixão, acompanhada de amor, é a história da Bíblia.

É a história de um Deus que não pararia por nada para se aproximar de Seu povo. Encontramos o crescendo dessa verdade em que Deus enviou a plenitude de Sua compaixão para nós na forma de Jesus Cristo. Ele se aproximou de nós em nossa própria forma – Ele se tornou como nós para nos salvar. O ministério de Jesus é um transbordamento da natureza compassiva de Seu Pai.

Ele tocou os doentes e enfermos. Ele curou os deficientes físicos. Ele jantou com os indesejáveis. Ele olhou e notou os pobres de espírito, oferecendo-lhes verdadeira esperança e cura. Mas sua maior demonstração de compaixão é que Ele deu Sua vida em troca da nossa.

Ele viu as pessoas quebradas e abandonadas deste mundo e, movido pela compaixão, fez o que tinha que ser feito para realmente nos unir a Deus para sempre. “Ele mesmo levou nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro; para que, tendo morrido para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas suas feridas fostes curados” (1 Pedro 2:24).

De Gênesis a Apocalipse, a compaixão de Deus O leva em amor não a nos abandonar, mas a nos buscar para que, através da salvação por meio de Seu Filho, Ele possa residir perto de nós para sempre.  

A compaixão de Deus não deve ser esquecida nas páginas das Escrituras. É um atributo ao qual devemos retornar continuamente ao almejarmos conhecer, amar e desfrutar de Deus para sempre e cumprir a missão que Ele nos confiou. Como podemos meditar na compaixão de Deus hoje? Que Seu grande e surpreendente atributo de compaixão nos mova e nos molde em amor por Ele e pelos outros.

PARA NÓS, da THÉLOS, COMO ENTENDER O REAL CONCEITO DE DEUS?

Compreendemos primeiramente que o substantivo próprio “DEUS” carrega em si muitas compreensões subjetivas e intersubjetivas, o que torna a temática um pouco mais difícil para uma consolidação efetiva e única. Para que isto seja possível, podemos analisar algumas compreensões já registradas na humanidade. Conseguimos por exemplo observar que a humanidade se dividiu em formas do conhecimento para tentar explicar o que seria “DEUS”. Encontramos aqueles que acreditam em um PANTEÃO DE DEUSES ao invés de um “DEUS”, e este panteão podem ser observados através de suas atuações em todo o Universo-Forma. Este conceito é conhecimento pelo termo “POLITEÍSMO”, que é a crença de que tudo é regido por um conjunto de divindades hierarquizadas. Exemplos deste modelo é a mitologia grega, romana, egípcia, entre outras. A Igreja Católica apesar de professar sua crença em UM ÚNICO DEUS, tem em sua estrutura uma espécie de politeísmo quando olhamos para a divinização de seres humanos como “SANTOS”.

Encontramos também uma outra parcela da humanidade que compreende que a união de todas as coisas existentes em nosso Universo-Forma, somadas resultará em um “DEUS”. O nome para este tipo de pensamento é PANTEÍSMO;

O monoteísmo, que é a crença em um único “DEUS” é vivenciado principalmente pelas 3 ramificações derivadas do “Tronco Hebreu”, originada em Abraão, que é o Cristianismo, Judaísmo e o Islamismo. Todas estas 3 formas de crença compreendem que “DEUS” é 1 somente e ele é soberano. O monoteísmo propõe ainda para “DEUS”, que este embora seja responsável por toda Creação, é também separado dela. Este “DEUS” é comumente pensando em uma “forma humana”.

Porém todas as percepções são ainda subjetivas e aceita por grupos envolvidos com estes aprendizados.

Considerando as Escrituras Sagradas, nós da THÉLOS compreendemos que “DEUS” não assume forma humana e nenhum substantivo ou adjetivo poderá descrevê-lo. No texto de Êxodo 3:14 vemos o próprio “DEUS” falando com Moisés e informando para o Profeta que o seu “NOME” era “EU SOU O QUE SOU”, e completamos na THÉLOS que “este QUE É”, É transcendente ou imanente a toda Creação. Chamamos este conceito de MONISMO.

Sendo assim, se “DEUS” não tem forma humana como então podemos inferir o QUE ELE É?

Para definir sua soberania e transcendência, dizemos que A SUPREMA DIVINDADE, em DEUS, É A CAUSA-INCAUSADA, que CAUSOU todas as coisas, e nada a CAUSOU, ou seja, É TRANSCENDENTE a tudo, e por ter causado todas as coisas é imanente em TUDO.

Os CAUSADOS da CAUSA-INCAUSADA é o que compõe tudo o que conhecemos e tudo o que nos é desconhecido, é a Perfeição e a Imperfeição, o Infinito e o Finito, o tempo e a atemporalidade, tudo está contido na CAUSA-INCAUSADA.

“É”, transcende e é imanente em todos os seus contidos.

A CAUSA-INCAUSADA responsabiliza-se por todos os CAUSADOS, como vemos no texto de Isaías 45:7 | Is 45:7 – “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas”.

Para ampliarmos um pouco mais, qual é a relação entre a humanidade e este “QUE É”? Há alguma razão objetiva para a humanidade dentro deste contexto de CAUSA-INCAUSADA e seus CAUSADOS? Entendemos que os seres humanos também são um CAUSADO de “DEUS”.

Para fechar e convidá-lo para nossos cursos de aprofundamento nestes temas, nós da THÉLOS ASSOCIAÇÃO CULTURAL CRÍSTICA compreendemos que “O QUE É”, está realizando no gênero humano, exclusivamente, indivíduos para sua imagem e semelhança, e como prova deste ato de realizar, realizou o PRIMEIRO DE MUITOS, mas Único até o presente estágio (ayon), o Seu Ungido, o Seu Messias, o Seu Cristo, em JESUS – Filho do Homem – descendência do gênero humano. Para compreender esta afirmação convidamos você para interpretar o texto contido em Gn 1: 26 – “[…] E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. […]”

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