Religião e Ciência

O professor Huberto Rohden, neste áudio comenta sobre o livro “A Gnose de Princeton”, escrito por um grupo de cientistas (os pais da era atômica), que se reuniam na Universidade de Princeton, onde tratavam de vários assuntos. O livro, segundo Rohden, faz uma perfeita síntese entre religião e ciência, mostrando a harmonia existente entre elas.

Rohden, `a época do lançamento do livro, publicou um artigo em vários jornais, com o título “A Cosmovisão de Princeton”, buscando mostrar, que é possível fazer uma síntese harmoniosa entre religião e ciência. Num perfeito “monismo”, sem dualidade de poderes. Pois, a ciência trata do Universo em seu aspecto finito, e a religião, do aspecto infinito.

O “Uno” (infinito) que é a causa, se manifesta em “versos”, existências finitas. Afirma Rohden, que não existem dois poderes paralelos (dualismo), existe apenas um poder (monismo), os outros, são derivados. As creaturas são emanações do Creador, do “todo” da essência, para o verso da existência.

Afirma que o ” espírito”, emanado de Deus, se reveste de um corpo, para encontrar resistência e assim evoluir. E o homem é o único ser que pode, com o uso de seu livre arbítrio, também estagnar e até involuir. Pois, onde não há nenhuma dificuldade, não há progresso algum. Dificuldade é sofrimento sadio. Acreditava Rohden, que as leis cósmicas querem evolução!

Rohden, também comenta sobre um artigo publicado num jornal que dizia: “Os cientistas fundam uma nova religião”. Esclarece o equívoco do articulista, que parece não ter entendido nada do livro. Diz Rohden, não é possível uma religião científica, pois a ciência trata dos ”finitos”, de fenômenos da natureza, de fatos possíveis de serem analisados pela inteligência. Porém, a religião, trata de inspiração, intuição, do ”infinito”, de algo que vai muito além da ciência (fatos), vai até a consciência (valores).

Os “fatos” são descobertos por nossa inteligência. ”Valores” são creados por nossa consciência. O descobrimento dos fatos nos torna eruditos.A realização de valores nos faz bom. Ser bom é estar em perfeita harmonia com sua verdadeira consciência – “a voz do infinito em nós”.

Consciência é o nosso livre-arbítrio, é Deus em nós. Harmonia em Deus é o que garante a realização de valores (justiça, amor, amizade, honestidade, fraternidade, etc.).

Ainda fala Rohden, sobre o livro de Joel Goldsmith, “A Arte de Curar Pelo Espírito”. Para o autor, também “monista”, não existem dois poderes paralelos como saúde e doença, trevas e luz, vida e morte, etc.. O infinito poder é a verdade!

Doença, por não ser natural, não é uma “presença” – é “ausência”, assim como a treva, é ausência de luz.

Portanto, se desejamos saúde, devemos substituir ausência, por presença. Pois, onde há presença, não há ausência. Ao Introduzirmos a presença, se restabelece a saúde.

O reino de Deus é vida e saúde.

Portanto, para Goldsmith, invocar um Deus de “fora” não adianta. Evocar um Deus de “dentro” (Eu, alma, espírito, essência, consciência), isto sim, resolve. Afirma Rohden que, por não vivermos de acordo com as leis de Deus, por ignorância, agimos em desacordo com as leis da natureza, querendo com apenas nossos 10%, competir contra 90% da “inteligência de Deus”, criando pensamentos e alimentos errados, que inevitavelmente acabam em doenças.

Muitos homens, citados na Sagrada Escritura viveram centenas de anos em perfeita saúde. E os anos, segundo Rohden, a bilhões de anos são contados da mesma forma.

Finaliza dizendo que o livro de Joel Godsmith é um livro de curar a alma (auto-realização) e o corpo, o homem integral!

São Paulo, 31 de Julho de 2010.

Claudio Campos

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