Jesus Esse Desconhecido

O professor Huberto Rohden, neste áudio, deixa claro que em certas ocasiões sua intolerância quanto a atrasos era constrangedora. Coisa de profano, dizia ele, que não harmonizava com a seriedade do assunto que iria tratar. Aproveita o comentário de um de seus leitores, para falar da facilidade de ser “santo” com Deus, mas da dificuldade de ser “santo”, com os homens. Tarefa esta alcançada por poucos na história da humanidade.

Destaca dois personagens de sua época, que atingiram esta proeza: Albert Schweitzer e Mahatma Gandhi. Diz sobre o primeiro, que se formou médico, para depois servir gratuitamente, durante 52 (cinqüenta e dois) anos no Sul da África, cuidando dos africanos doentes e miseráveis, que não tinham condições de lhe pagar. Fez isto, segundo Rohden, para se auto-realizar.

Albert Schweitzer chega a dizer no fim de sua vida que “não há heróis da ação, há somente heróis da renúncia e do sofrimento”. Acrescenta Rohden que ninguém é“grande” pelo que faz. Só se é “grande”, pelo que se renuncia.

E que nem Jesus, o Cristo, não considerava “grande” os milagres que fazia, pois somente no calvário acontece o clímax do seu sofrimento, com a total renúncia do seu “Ego” humano. Coisas que os analfabetos do espírito, não conseguem compreender.

Para o professor Rohden, Albert Schweitzer e Mahatma Gandhi, alcançaram alto grau de renúncia, porém, somente Jesus, o Cristo, atingiu a perfeição e a plenitude. Para todos eles, a “razão da vida” não são as coisas que fazemos, mas sim, o pleno domínio do “Eu” Crístico, sobre o “Ego” humano.

Tragicamente, afirma Rohden, que os “fazeres” não substituem o “ser”. E que quando atingimos este estado de “ser”, o “jugo é suave e o peso é leve”, pois a espiritualidade não é cruz, mas sim, luz, para aquele que passou por um verdadeiro pentecostes. Porém, poucos, são os amigos da verdade, muitos, os amigos da ilusão.

Por este motivo, finaliza Rohden, os grandes místicos da humanidade, são para a maioria, mestres muito cruéis!

São Paulo, 18 de Setembro de 2010.

Claudio Campos

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