Epidemia de Gurus

O professor Huberto Rohden inicia este áudio comentando sobre a invasão de “Gurus”, que já estava acontecendo naquela época (1978), tanto na Europa, quanto nas Américas.

Advertia Rohden sobre os ”falsos iniciados”, que costumam aparecer depois dos “verdadeiros”. Lembrando de alguns “verdadeiros” místicos do Oriente (Índia), destaca Mahatma Gandhi, que após ter vivido e trabalhado como advogado, defendendo gratuitamente os africanos de seus exploradores durante 20 anos, deixa a África e volta para a sua pátria (Índia), como “verdadeiro iniciado”, começando a aplicar a “não violência” e o “amor a verdade”. Sem armas, sem violências, apenas com o poder de sua Alma e o poder do Amor, consegue libertar a Índia (independência) do domínio Britânico.

Dizia Rohden: “cuidado com os aventureiros que querem vender espiritualidade, examinem a vida deles e veja se correspondem à suas doutrinas”.

Afirmava Rohden que nem Jesus, o Cristo, iniciou seus discípulos, apenas indicou “o caminho”. A iniciação deles se deu em 30 de Maio do ano 33 da nossa era, quando após 9 dias de recolhimento, oração e meditação, foram invadidos pelo Espírito Santo, no dia de Pentecostes, num grupo de 120 pessoas.

Conta o professor Rohden que um padre Holandês, que iria fazer retiro espiritual com ele, afirmara que somente na Alemanha, mais de 500 mil pessoas faziam uma hora de meditação, diariamente. Havia um desejo de “experiência” de Deus, e não mais tão somente de “crença”.

Rohden alertava para que esta busca por experiência de Deus não levassem as pessoas a cair nas mãos de charlatões, que procuravam “vender” experiências “artificiais” de Deus, através de hipnose, drogas, e outros artifícios que provocavam um “samadhi” ilusório.

Comenta Rohden, que todos os grandes iniciados da humanidade sempre afirmaram que “o caminho é estreito” e que “a porta é apertada”, tendo sido verdadeiros campeões da “renuncia”. Diferentemente da forma que viviam os pseudo-gurus, que levando uma vida de luxúria, pregavam valores espirituais.

Rohden desconfiava das coisas fáceis, dizia que “tudo que é valioso, não podia ser fácil”, e, por este motivo, tinha mais fé nas coisas difíceis. Cita a frase de Albert Schweitzer: “Não há heróis da ação, há somente heróis da renúncia e do sofrimento”. Schweitzer trabalhou gratuitamente como médico, durante 50 anos no Sul da África.

Para Rohden, os três maiores livros da humanidade, Bhagavad Gita (7000 mil anos), Tao Te Ching (2600 mil anos) e o Evangelho do Cristo (2000 mil anos), que possuem apenas por volta de 50 (cinqüenta) páginas cada um, tratam da mesma coisa, ou seja, auto-conhecimento e auto-realização. Todos eles mostram que um só é o caminho, de dentro para fora. De fora para dentro, dizia Rohden, não há solução. Por este motivo, falava o Cristo, de “pérola preciosa”, de “tesouro oculto”, do “reino de Deus” dentro de nós.

Comenta ainda a frase de Pascal: “O homem é um misto de grandeza e de miséria”. A grandeza é o nosso centro (EU), a miséria, é a nossa periferia (EGO). Acreditava Rohden, que somente nossa Alma (EU, Espírito), tem poder para redimir os pecados que são cometidos pelo nosso EGO.

Finaliza afirmando que pela meditação espiritual, saímos da periferia do nosso EGO, entramos no nosso centro e descobrimos o nosso verdadeiro ser. Compreendemos então, que “somos” uma Alma, que “tem” um corpo. E não um corpo, que tem uma Alma! (nas palavras do professor)

São Paulo, 28 de Agosto de 2010
Claudio Campos

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