DEUS e a Natureza: Uma Reflexão Sobre o Divino na Criação

Desde os tempos antigos até os dias atuais, a conexão entre DEUS e a sua creação, particularmente em se tratando da natureza, tem sido um tema de profunda contemplação e admiração. Mais do que uma conexão, porque se assim fosse precisaríamos admitir um DEUS separado da sua Creação, nós da THÉLOS compreendemos os conceitos de transcendência e imanência de DEUS em sua Creação, então diríamos “a imanência de DEUS em sua Creação, particularmente em se tratando da natureza”. 

Afinal, tudo que existe veio a partir da vontade d’Ele, e d’Ele próprio uma vez que “Aquilo que É” manifestou-se de si mesmo, em todas os casos. Ele é a Causa-Incausada que manifesta-se em todos os casos visíveis e invisíveis.

E isso gera pensamentos sobre como a criação (Creação) divina manifestando-se em cada elemento natural que nos cerca.

No artigo de hoje, você vai conferir uma reflexão sobre o Divino na criação. Esperamos que o conteúdo seja útil e que você possa esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto.

A natureza como manifestação de DEUS

A natureza, em toda a sua grandiosidade e complexidade, é frequentemente considerada uma manifestação direta de DEUS, que é imanente (sua presença) na Terra.

Desde os majestosos picos das montanhas até a delicada beleza de uma flor, toda parte da natureza reflete a grandeza e a perfeição da criação (Creação) divina.

Como está escrito em Salmos 19:1: “Os céus declaram a glória de DEUS; o firmamento proclama a obra das suas mãos”.

Quando contemplamos a imensidão do oceano ou a vastidão de uma floresta, é difícil não sentir a presença de DEUS, por sua imanência, em vários detalhes.

Cada criatura viva, cada árvore e cada rio são testemunhas silenciosas da Suprema e Sabedoria e Supremo Poder criativo (Creativo) do Divino.

Essa conexão intensa, por imanência, entre DEUS e a natureza nos lembra constantemente da nossa própria pequenez diante da grandeza do universo.

DEUS como Creador de tudo, inclusive da natureza

Em Gênesis 1:1, lemos: “No princípio DEUS criou os céus e a terra”. Essa passagem bíblica reforça que toda a criação, desde o mais ínfimo grão de areia até as estrelas no céu, é obra das mãos divinas.

Esta passagem já é maravilhosa só pelo contexto que possui em sua declaração, demonstrando a Soberania e Supremacia de DEUS. Mas a sua leitura ainda pode ser mais profunda e contemplativa. O termo בָּרָא (bara) – “criou” – [H1254] na cultura hebraica só pode ser atribuída a DEUS, isto é, somente DEUS têm este Supremo Poder, Suprema Sabedoria e Suprema Realização de realizar a ação בָּרָא (bara). Muitos dizem erroneamente que é uma ação ex nihilo, ou seja, uma criação a partir do nada, mas em nossa compreensão, entendemos que DEUS Creou (בָּרָא bara) manifestando-se em tudo, Ele é a “matéria-prima” para a Creação de tudo, a Causa-Incausada que causou todas as coisas, de si mesmo. E desta forma amplia ainda mais o conceito do VERBO quando lemos o texto no Evangelho de Jo 1:1-15 (João 1: 1-15).

DEUS, como o Supremo Creador, deu vida às plantas, animais e seres humanos como suas criaturas, mas ao ser humano estabeleceu o Propósito mais sublime, com o potencial para que cada indivíduo realize em si a qualidade necessária para chegar a Filho de DEUS, conforme lemos em Gn 1: 26 (livro de Gênesis 1: 26). Tal importância é muito bem reconhecida por um dos mais espetaculares expoentes da humanidade, o poeta e Rei Davi. Em um dos seus Salmos, ele justamente demonstra seu êxtase em contemplar toda a “engenharia” da natureza e ressalta, que ainda que DEUS tenha Creado tudo de forma tão maravilhoso, tudo está a serviço do ser humano para este propósito, que é a mais importante criatura entre todas as creaturas. No texto de Salmo 8:4 (Sl 8: 4), o Rei Davi expressa seu maravilhamento ao contemplar a imensidão, e depois faz o seguinte registro:- “que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?”, reforçando o valor potencial especial que o ser humano têm perante DEUS.

No entanto, a responsabilidade de zelar pela natureza é exclusiva do ser humano que precisa compreendê-la como meio necessário para a realização da meta declarada em Gn 1: 26. Compreendemos que não há nada fora de DEUS, como já explicamos, a divindade  אֱלֹהִים (Elohim – H0430)  é transcendente e imanente em tudo. 

Como seres humanos, conscientes da nossa condição e dependência de tudo como meio para a nossa existência rumo à Nova Geração como Filhos de DEUS, devemos cuidar e proteger o meio ambiente para garantir que as futuras gerações também possam desfrutar da beleza e dos recursos que o DEUS de Abraão, Isaac e Jacó nos concedeu, com a finalidade exclusiva usufruirmos com racionalidade de todas as coisas.

A simbologia na natureza

A natureza está repleta de simbolismo e os elementos carregam consigo significados que muitas vezes escapam à nossa percepção superficial.

Por exemplo, a água, é um símbolo maravilhoso e especificamente utilizado pelo Mestre dos mestres, por exemplo como na passagem abaixo:- 

Em João 4:14 (Evangelho de João 4: 14), onde JESUS, o CRISTO, diz: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”, Ele utiliza a água como uma figura de linguagem demonstrando que o ser humano é dependente desse “fluído” tão necessário à vida, porém é algo perene em se tratando de existência, mas todo aquele que vier até Ele receberá um “fluido” que jamais se esgota em nós, e ainda mais, seremos “pontos de transbordo” desta qualidade.

Da mesma forma, as montanhas podem simbolizar a busca espiritual, dado o seu tamanho em relação aos pontos planos em que se encontrava o Profeta Moisés. Esta altura simboliza a transcendência de DEUS e pela proximidade com DEUS, como Moisés experimentou no Monte Sinai, vemos a imanência do Creador.

Qualquer aspecto da natureza, seja uma tempestade violenta ou um pôr do sol sereno, podemos extrair paralelos com “Aquilo que É, ou seja, DEUS”, basta estarmos sensíveis em sua imanência. 

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A importância da reflexão contínua

A contemplação da relação entre DEUS e a natureza não é apenas uma atividade intelectual, mas uma prática espiritual, da “presença” de DEUS, envolvendo nossas 4 Faculdades Física-Mental-Emocional-Essencial que pode enriquecer nossas vidas de maneiras significativas, dinamizando em nós o potencial qualitativo para a nossa Geração como Filhos de DEUS.

Ao reservarmos tempo para nos conectar com a natureza e meditar sobre a presença de DEUS em cada parte dela, nós abrimos através das nossas 4 Faculdades, para uma experiência nesta imanência de DEUS, e isto resultará em nós uma elevação do nosso Conhecimento-Graça em DEUS. Como está registrado na sabedoria contida nos Livro dos Atos dos Apóstolos – At 17: 28 – “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos”. Vemos que estamos contidos em DEUS e somos percebidos por Ele, mas para percebê-lo em sua Supremacia de Poder, Sabedoria e Realização, é preciso da nossa parte, um movimento de expansão em nós, deste Conhecimento-Graça. 

A título de exemplo vamos imaginar que você entrou em uma espaço que antecede um elevador, e nesta área há um sensor de presença. Toda vez que você faz pequenos movimentos, o sensor “percebe” sua presença e acende a luz. É mais ou menos assim que podemos entender este texto de Atos dos Apóstolos.

Além disso, essa reflexão contínua nos recorda da nossa responsabilidade como “usuários” do Planeta Terra e de toda a imensidão do Cosmos, e portanto somos encarregados de proteger e preservar a beleza e a integridade do ambiente natural.

Atualmente já temos “lixo” em nosso “espaço” constituído de qualquer objeto lançado no espaço orbital da Terra que não tenha mais utilidade, tais como satélites desativados, fragmentos de satélite ou de foguetes, e até mesmo instrumentos e ferramentas perdidos por astronautas durante missões espaciais. Em algum momento “seremos cobrados disto”. 

Se agirmos com consciência e cuidado para com toda a Creação de DEUS, obteremos maior resultado em nosso processo formativo. 

O convite à gratidão e reverência

A contemplação da natureza nos convida a cultivar uma gratidão e reverência pela vida em todas as suas formas.

O raio de sol que aquece nosso rosto e a brisa suave que acaricia nossa pele são um presente de DEUS, uma expressão do Seu amor e generosidade para com toda a humanidade que é o SEU FOCO com tudo o que foi manifestado por Ele e dEle mesmo. 

Como dito em Romanos 1:20: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de DEUS, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, e forma que tais homens são indesculpáveis”.

Portanto, devemos aprender a enxergar DEUS na natureza que nos rodeia e encontrar inspiração, consolo e esperança.

Como não é possível para nós compreendermos a integralidade de DEUS, podemos nos regozijar intuindo seu Supremo Poder, Sabedoria e Realização, através das coisas e da complexidade das coisas que nos são visíveis.

A simplicidade e a sabedoria da natureza

Uma das mais belas características da natureza é a sua simplicidade e, ao mesmo tempo, a sua enorme complexidade. 

Nas florestas, desertos e oceanos do mundo, encontramos lições valiosas sobre resiliência, harmonia e imanência.

Basta observar os ciclos da vida na natureza para aprender sobre a relevância do equilíbrio e da sustentabilidade.

Conforme já mencionamos, os ecossistemas desempenham um papel vital para nossas vidas, já que nos mostram que somente através da cooperação e do respeito mútuo podemos alcançar a harmonia.

Busque viver em harmonia em DEUS e uma intensa conexão com a natureza

À medida que se reflete ainda mais sobre DEUS e a natureza, é importante lembrar que somos parte de um todo maior, interligados e interdependentes.

Nossa vida existencial é uma oportunidade para vivermos em harmonia através da imanência de DEUS e conectados à natureza, bem como de celebrar a maravilha da Creação em cada momento de nossas vidas.

O ideal é que possamos nos comprometer a cultivar essa conexão sagrada e compreender a presença do Divino na folha que cai, na água que corre, na árvore que cresce.

Conecte-se com a natureza a partir dos temas estudados nos cursos da Thélos

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