Creaturidade Creadora

Este áudio, originalmente gravado por J. B. Castro, na década de 70, no Ashram de Jundiaí, também chamado por Huberto Rohden de “santuário do silêncio”, irá abordar um tema que Rohden considerava de extrema importância – “a meditação”. Falará sobre onde, como e quando fazer meditação.

Para Rohden, os grandes mestres espirituais da humanidade, tais como, Moisés, Elias, Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, entre outros e, sobretudo Jesus, o Cristo, eram homens de meditação. Afirmava Rohden que, pela meditação, podia-se recarregar a “bateria” (alma, espírito, Eu) na grande “usina” cósmica (Deus), num encontro consigo mesmo, num encontro, com a luz e a força da tranqüilidade.

Entendia que para acabar com as epidemias do Ego (“ofendismo e ofendite aguda”) não há outro modo, senão, a meditação. Dizia também, que os grandes iniciados faziam sua meditação a sós e em plena natureza, mas, que para os principiantes, era bom começar em local apropriado (que se destinasse somente para “coisas espirituais”), pois entendia que os ambientes ficam “carregados” de espiritualidade. Auras, para Rohden, eram uma realidade, vivenciada por ele em dois locais: um na Índia e outro em Jerusalém, que, segundo ele, eram ambientes tão imantados e que irradiavam tanto magnetismo espiritual, que era muito fácil passar-se muitas horas por ali em meditação sem se dar conta do tempo.

Rohden também explica o motivo de sua preferência da prática meditativa no horário entre 04:00 e 06:00 horas, diferenciando meditação de “cochilo devocional”. Afirma ainda que meditar não é pensar, pois mística não é análise. Meditar é ir além da mente (transegoficar). Não pensar muito, mas sim, conscientizar muitíssimo que “eu e o infinito somos um”. Que infinito não é a soma total de espaços, e que eterno não é a soma total de tempos.

Infinito é a negação de qualquer espaço, e eterno é a negação de qualquer tempo. E que a “realidade” não é sucessiva, mas sim, simultânea.

Rohden fala ainda sobre a genialidade da palavra “Universo”. O “Uno” que se manifesta em “Versos”. A “Fonte” que se manifesta em muitos “Canais”. O “Uno” não é quantidade, mas sim, “qualidade”. É como um pensador, que não se diminui com os seus pensamentos. Os pensamentos (creaturas) são manifestações parciais do pensador (creador).

Rohden finaliza dizendo que a meditação conduz à experiência mística da paternidade única de Deus. E dela, nasce a vivência ética da fraternidade universal entre os homens. E que ter experiência mística não é perdoar tudo, é amar tudo! Não é tu “deves” amar a todos, é eu “quero” amar a todos!

Pois é um transbordamento irresistível desta experiência.

Que a consciência de que Deus é!

Que a realidade é!

Que do ser (Uno), vem o existir (Versos) – experimentados na verdadeira meditação, resolveria todos os problemas da humanidade!

Help City, 20/06/2010

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